Absolutamente tudo sobre algumas coisas…

15/01/2008

A ilha dos Sentimentos

Filed under: alegria,felicidade,sentimentos — pauljazz @ 13:08

Existe estórias que nos fazem parar para pensar, e refletir na nossa vida, não só no que já passou, no que está acontecendo, mas também no que virá a surgir. São influências, sentimentos materiais que vão nos mudando a cada dia, mas nada muda o amor, e ele sempre continua amor, incondicional, sem desconfiança, sem se alterar.

Incondicional, porque não é porque não sou amado, que eu não posso amar. Sem desconfiança porque quem ama não suspeita mal do amado. Sem se alterar porque quem ama não se irrita com o amado, e nem muda de pessoa para amar. Aquele ou aquela que se encaixar nessas três partes realmente tem amor, senão nunca amou e dificilmente irá amar.

Podemos amar a amigos, parentes, pais, pessoas que nem conhecemos, nossos namorados e namoradas e esposos e esposas. Mas quando o amor é ferido é difícil continuar amando, sei disso por que já aconteceu comigo, e, só uma única coisa pode curar o amor ferido.

Esta estória mostra bem isso, prestem muita atenção:

*Existe uma ilha onde todos os sentimentos convivem entre si, os bons e os maus, e andam por lá, e cada um construiu, de uma forma ou de outra, suas casa, suas moradas.

A Alegria construiu uma casa sólida, com os sorrisos das pessoas do mundo inteiro, mas estava contaminada, pois muitos sorrisos eram falsos, ou de algum sentimento ruim.
A casa da Tristeza era mais sólida, porque ela conhecia as dificuldades do mundo e sua realidade, era mais realista.
A casa da Avareza era um palacete, mas ninguém entrava lá porque ela não queira.
A casa do Ciúme era escura, feia, medonha, parecia coisa de filme de terror, porque ele não cuidava da sua casa, e queria sempre que possível atazanar a vida dos outros sentimentos, principalmente o Amor, que sempre procurava ter paz com todos, andar de bem.
Sua casa era linda, toda cheia de flores e plantas, cuidava de seus animaizinhos com muito carinho.

Todos, como disse, viviam bem, se conheciam e muitos se evitavam para não entrarem em choque, em atrito.

Mas naquele dia tudo estava saindo ruim, não tinha sol, os pássaros não cantavam, as borboletas não estavam nas flores da frente da casa do Amor.
E de repente começou uma chuva muito forte e começou a inundar a Ilha e todos os moradores procuraram um jeito de escapar, pegaram seus barcos, e começaram a remar para fugir para um lugar mais alto.

Mas o amor não estava em sua casa e não deu tempo para que ele pegasse seu barquinho. Então começou a olhar desesperado para os lados, procurando um socorro, quando viu a Amizade e o seu barco, pediu auxílio, mas ela estava socorrendo outros Sentimentos, e não podia subir mais ninguém senão o barco afundava.

A água subia mais, quando viu a Avareza e o seu barco velho, pois era muito mão-fechada para comprar um iate de luxo, ela não deixou ele entrar. O Ciúme e a Inveja estavam juntos no mesmo barco, e era tão pequeno que não deixaram-no subir. A Alegria via tudo e ria demais, a ponto de não enxergar o amor, a Tristeza era o contrário, chorava muito, pois depois da chuva, teria que mobiliar a casa toda novamente. A Preguiça passou dormindo no barco junto com a Ociosidade. E água já estava a ponto de não dar pé mais para o amor.

Aquele que pregava a união de todos os sentimentos, e era tratado bem pela maioria, estava sendo desprezado por eles.

O Amor acabou se abrigando no alto de sua casa, mas a água subiu tanto que o pegou ali, tentou fugir, mas não deu. Acabou se afogando.

Perdeu os sentidos e ficou boiando naquela enchente, quando de repente aparece um barco com uma pessoa só nele, essa pessoa não parecia ser dali, estava com um grande capa de chuva e não podiam ver seu rosto, ela pega o Amor e o coloca dentro de seu barco, mas quem era essa pessoa?

Depois que a chuva parou, e a água baixou, todos voltaram para suas casas, para reconstruí-las, mas e o amor teria morrido? Sem ele ninguém poderia viver.

Aquele que salvou o amor o levou para um lugar de ventos frescos e ar puro, fez respiração boca-a-boca deu murros no peito, mas nada parecia adiantar, ele tinha bebido muita água. O Amor estava morrendo…

Mas o Salvador do Amor não perdeu suas esperanças, colocando sua cabeça em seu colo olhou para o céu, e orou chorando para que o amor não morresse. Suas lágrimas tocaram o coração de Deus, o criador de todos os sentimentos, e Ele lhe devolveu a vida.

A grande maioria se alegrou, pois o Amor voltara e com toda sua força e vigor, parecia que tinha nascido de novo, estava pronto para outra…

Os outros sentimentos se conformaram, de uma maneira ou de outra, porque os sentimentos ruins não gostavam do Amor. Mas tinha um ali que o salvou e nó não nos esquecemos dele, pois foi graças a sua oração que Deus devolveu a vida ao Amor.

Quando o Amor cuspiu toda aquela água que estava no seu interior, viu o sol brilhando novamente, parecia realmente tudo novo, se viu no colo de um desconhecido, e perguntou-lhe o nome, e este o respondeu: Eu sou o Tempo.

A ilha é o nosso coração, e quando ela se inunda das coisas terrenas, fazendo com que nós quase pereçamos, querendo acabar com o nosso amor, só o Tempo pode recupera-lo, pois só o Tempo o conhece como Deus o conhece.

O Tempo é um ministro de Deus, e também é Onipresente e Onisciente, mas não Onipotente, pois ele só perde para a eternidade que é de Deus.

Se seu coração foi machucado, espere o quanto for necessário e o Tempo fará com que nasça não só um novo amor, mas um amor mais forte e mais dedicado.

Aproveite tudo o que puder dos sentimentos bons, mas lembre-se:

O AMOR É O MAIS NOBRE SENTIMENTO DE TODOS.


*Autor desconhecido – Adaptação por Paulinho.

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